Quando a religiosidade nos causa danos irreparáveis

A graça e a paz queridos,

Há algum tempo venho observando o quanto algumas coisas vêm perdendo seu sentindo. O que significava muito outrora, hoje passa a ser insignificante; desde seu sentindo semântico – ate mesmo no seu sentido literal. Casamento por exemplo outrora era união de duas vidas que não conseguiam mais viver separados, hoje pode - se resumir alguns casamentos apenas como “união de interesses”, ou fuga de vida ao lado dos pais por exemplo. A verdade é que nos tempos atuais tudo segue uma liquidez como bem disse Zygmunt Bauman in memorian: “A solidez parece ser um afronta aos tempos de então” - Portanto, o simples fato de pensar “prático” pode ser um inicio de uma inimizade de alguém. Alguns preferem a teoria, o subjetivo a ilusão da plástica, tratando-se de perca de significado, a religião é um dos tais, onde o que poderia ser considerado algo que una, hoje prestaria um serviço separatista, abstração, e ate mesmo discriminatório.
Religião que em tempos passados era “ligar de novo” - segundo Santo Agostinho – tinha na sua essência o reajuste entre a criatura e o criador. Já na visão de Cícero a religião deriva do Latim “religere” - considerar, rever - em outras palavras observar devotamente de uma maneira especial aquilo que diz respeito à adoração de Deuses.
 Ressalto que, anteriormente “quando se pensava em religião tinha-se uma ideia primordial que era a vivencia intima em comunhão e sob total controle do Espírito de Deus” – (A. H. Strong). Queridos, enquanto a teologia tem o papel de organizar os pensamentos dos homens com referencias a Deus e ao universo, “na religião que ele expressa, e mostrada em atitudes e ações, os efeitos desses pensamentos” - (H. C Thiessen, pg. 14 - Teologia sistemática). Há de recordarmos que em tempos remotos, quando se pensava em um ser religioso, logo surgia na mente à figura de uma pessoa no mínimo ética, bondosa e entregue a prática do bem, infelizmente isso ficou em outras épocas, atualmente os tempos são outros.
A religião hoje faz um desserviço, nesse sentido, concordo com Carl Max, onde diz: “A religião é ópio do povo.” Tem irmãos que vivem em uma religiosidade exacerbada, tão anestesiante que chega a agir como quem não possui sentimento. Acontece nesse estado de RELIGIOSIDADE aquilo que prefiro chamar de desumanização, pessoas nesse estado alucinógeno desfazem de forma voluntária a Imago Dei (imagem de Deus) que outrora possuíam.
Queridos não me interpretem mal, mas reflitam o que disse o Ap. João (1 Jo 4:20): “Pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê?” - É preciso está muito alucinado para chegar ao ponto de achar que está edificando a obra de DEUS e ate mesmo o amando, desprezando, segregando, condenando, subjugando e até mesmo desejando a morte de seu semelhante. Em nome de Deus (ou da RELIGIÃO) o homem tem feito as maiores atrocidades, inclusive DIZER QUE A RELIGIÃO PODE NOS TRAZER DANOS IRREVERSÍVEIS, infelizmente contra fatos não há argumentos, o que temos visto e as vezes presenciado, além da perca do sentido é o ganho de outro significado.
Fazer parte de uma religião pensam alguns, que os fazem seres “mega especiais” como lhes dão “mega poderes” associando a elas um “poder” de amaldiçoar aqueles que discordem de suas atitudes, pensamentos e/ou ação, a ponto de se acharem ate no direito profetizar (desejar) a morte de alguém. Portanto, a religiosidade exacerbada traz danos irreparáveis podendo transformar homens em animais, na busca por poder e razão. Religião perde, portanto a cada dia com, atitudes e ações dos próprios religiosos, aquilo que outra significava RELIGARE, RELIGAR, RELIGERE - pensar, considerar.
Pois se na religião que temos oportunidade de expressar nossa teologia (o que pensamos sobre Deus), o que temos visto os homens fazerem em nome de sua religiosidade as coisas mais escabrosas e  ate desumano. Bem diz as escrituras: Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.
1 João 4:20,21

  Abraços fraternos.

-  Francimário Santos


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